8 de jul de 2012

UM TEMPLO OU UM TEATRO

Escrito por  Apostolo Rubens de Mattos 

Os homens parecem nos dizer: “Não há qualquer utilidade em seguirmos o velho método, arrebatando um aqui e outro ali da grande multidão. Queremos um método mais eficaz. Esperar até que as pessoas sejam nascidas de novo e se tornem seguidoras de Cristo é um processo demorado. Vamos abolir a separação que existe entre os regenerados e os não regenerados. Venham à igreja, todos vocês, convertidos ou não convertidos. Vocês têm bons desejos e boas resoluções: isto é suficiente; não se preocupem com mais nada. É verdade que vocês não creem no evangelho, mas nós também não cremos nele. Se vocês creem em alguma coisa, venham. Se vocês não creem em nada, não se preocupem; a dúvida sincera de vocês é muito melhor do que a fé”.
Talvez o leitor diga: “Mas ninguém fala desta maneira”. É provável que eles não usem esta linguagem, porém este é o verdadeiro significado do cristianismo de nossos dias. Esta é a tendência de nossa época. Posso justificar a afirmação abrangente que acabei de fazer, utilizando a atitude de certos pastores que estão traindo astuciosamente nosso sagrado evangelho sob o pretexto de adapta-lo a esta época progressista.
O novo método consiste em incorporar o mundo à igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites. Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus em atores cujo objetivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que zelo de Deus?
Aí de mim! Os limites estão destruídos, e as paredes, arrasadas; e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, exceto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, exceto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza. Não me demorarei mais falando a respeito desta proposta tão deplorável.
É incrível que este artigo tenha sido escrito por nada mais que C.H. Spurgeon. Agora imaginem quantos anos atrás e depois concluamos se é profético ou não. Podemos aceitar essa mensagem como contemporânea? Claro que sim, pois homens como esse foram além do seu tempo na revelação e na pregação da palavra. Falaram para o seu tempo, provavelmente sim, mas sem dúvida nenhuma Deus sabia que essa palavra iria varar o tempo e chegar até nós, tão fresca como naquele tempo. Quem sabe se a igreja tivesse dados ouvidos a essa exortação, na época em que ela foi anunciada, não estaria na situação em que está.
Fonte:http://www.gracebrasil.org.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário.